top of page

À noite

  • Foto do escritor: Bruno Lara
    Bruno Lara
  • 28 de jul. de 2024
  • 1 min de leitura

A noite me presenteia com o esvaziar de mim,

mostra o quão aprazível é o renunciar do ego

e o mergulhar em percepções que são só nossas,

frouxas de amarras que a correria do dia ousa nos trazer.

Só a noite revela o qual risível somos à luz do dia

sob os olhares julgadores que normatizam

os nossos corpos dóceis.

Só à noite eu rezo mais sincero,

mais agradeço e menos peço.

Mais só contemplo e me despeço,

até o raiar devolver a mim

o meu eu cheio de mim.

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
Pequenez

Não há que se lutar contra ou tentar apreender o infinito. O sussurro é intimidade. O grito, desespero. A pequenez é um saber discreto de valia infinita. Ser pequeno é um aconchego interno, é a humild

 
 
 
Vivos

Acordei hoje cantarolando, cantarolando uma cantiga com a qual, suponho, sonhei. Senti-me como entre pés de laranjeiras, como entre folhas verdes ao léu, ouvindo sons de harpa em louvores ao céu. Acor

 
 
 
Medida

Já é sábado, Já estamos em maio. Já são quase seis horas da tarde. Já é 2026. Nunca é cedo, sempre há uma sensação de atraso, de débito, uma incômoda incompletude. Quando se vê, o que era infinito e l

 
 
 

1 comentário


Graco Santos
Graco Santos
26 de ago. de 2024

Seus poemas são ótimos, este "À Noite" é especial. Parabéns Bruno!

Curtir
bottom of page