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Mãos

  • Foto do escritor: Bruno Lara
    Bruno Lara
  • 29 de set. de 2024
  • 1 min de leitura

Nem quente, nem frio,

nem morno,

tão pouco cheio ou vazio.

Um rio sem cor,

sem correnteza.

Um rio com a única certeza

de que ali está,

ali permanecerá.

Um rio sem amor

pelas águas salinas.

É um rio sem o pulsar,

tal como seria eu

sem as suas delicadas mãos finas

para me completar.




 
 
 

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