Surdina
- Bruno Lara
- 2 de fev.
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Amo-te clandestinamente.
Amo-te envergonhado e constrangido,
na surdina, como amante e amigo.
Amo um amor discreto,
um quieto amor inquieto.
Amo-te como quem não tem esse direito.
Ouso amar-te enquanto a escuridão perdurar,
pois na clareza qualquer coração se atreve a amar.
Amo-te atônito
um amor platônico.
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