top of page

Surdina

  • Foto do escritor: Bruno Lara
    Bruno Lara
  • 2 de fev.
  • 1 min de leitura

Amo-te clandestinamente.

Amo-te envergonhado e constrangido,

na surdina, como amante e amigo.

Amo um amor discreto,

um quieto amor inquieto.

Amo-te como quem não tem esse direito.

Ouso amar-te enquanto a escuridão perdurar,

pois na clareza qualquer coração se atreve a amar.

Amo-te atônito

um amor platônico.

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
Tédio

Ser feliz é ser mediano - o que é diferente de medíocre. Ser feliz é perder por W.O, é não ser o astro; sequer cogitar querer sê-lo. Ser feliz é não alargar os limites, é estreitar a procura, é desist

 
 
 
Doce

O poema é um delicado jeito de, docemente, usurpar de nós a utopia. Cínicos, os poetas.

 
 
 
Exercício

Dou conselhos mentalmente. Por vaidade, provavelmente. As minhas experiências são só minhas. Servem para inúteis contações de histórias e dar sentido aos meus erros. Erros são íntimos e pessoais, como

 
 
 

Comentários


bottom of page