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Dom às 9

Poesia nova todo domingo de manhã

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  • Foto do escritor: Bruno Lara
    Bruno Lara
  • há 6 dias

O passado me assedia.

O que faltou me faz ser solidário

a quem eu fui um dia.

Mas, quando eu era

não me faltava

porque eu entendia

que a regra é a imperfeição.

Nós somos desabrigados,

aceite você ou não.

Não existe passado superado.

No jogo do tempo,

é o passado quem vence,

invariavelmente.

Por isso, uma criança tanto precisa de amor,

de braços, colo e acolhimento.

O primeiro sentimento

será também o último.

A inocência da criança

é a do velho vivido,

experiente o suficiente

para se desarmar.

A arma é uma arma contra o amar.

O presente

e mesmo o futuro

são passado.

O amanhã é só uma variação

do que já foi,

invariavelmente.

 
 
 
  • Foto do escritor: Bruno Lara
    Bruno Lara
  • 5 de abr.

Que doces lindos olhos meigos!

Que lindos meigos olhos doces!

Não são convite, nem intimação.

Esses olhos são o meu destino.

Dão a calma de um imaturo menino.

Sigo-os, não por ordem ou imposição,

mas por pura confiança e afinidade,

pelo fado do meu coração,

que sem os seus olhos pulsam saudade.

Olhos os quais eu olho por devoção;

que piscam e me regem

no palpitar de uma suave dança.

Olhos que me elegem

e, de longe, me alcançam,

dão acesso a uma alma paciente.

Teimosos lindos olhos meigos

tão sorridentes,

mesmo no peso de uma triste lágrima.

Olhos de amor e paz,

para mim essenciais.

 
 
 
  • Foto do escritor: Bruno Lara
    Bruno Lara
  • 2 de abr.

Atualizado: 2 de abr.

E pensar que toda essa gente

por mentiras se digladia;

mente por ignorância;

ignora o que mais vale,

sem saber que o que mais vale

temos nós em abundância.

 
 
 
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