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Metade

  • Foto do escritor: Bruno Lara
    Bruno Lara
  • 6 de jan.
  • 1 min de leitura

Por um reles respiro, hoje

esqueci da gente.

O alívio foi no torpor do sono.

Em algum momento do dia

você precisava se ausentar da minha mente;

deixar de sugar a minha energia.

No clarear, cá estava você novamente

ao meu peito rente,

ante os meus olhos,

como uma lente através da qual

tudo enxergo.

As noites não são de descanso,

de negligência, tão pouco.

São de desamparo e saudade

da minha inquieta outra metade

que não me completa.

 
 
 

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