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Variação

  • Foto do escritor: Bruno Lara
    Bruno Lara
  • 13 de abr.
  • 1 min de leitura

O passado me assedia.

O que faltou me faz ser solidário

a quem eu fui um dia.

Mas, quando eu era

não me faltava

porque eu entendia

que a regra é a imperfeição.

Nós somos desabrigados,

aceite você ou não.

Não existe passado superado.

No jogo do tempo,

é o passado quem vence,

invariavelmente.

Por isso, uma criança tanto precisa de amor,

de braços, colo e acolhimento.

O primeiro sentimento

será também o último.

A inocência da criança

é a do velho vivido,

experiente o suficiente

para se desarmar.

A arma é uma arma contra o amar.

O presente

e mesmo o futuro

são passado.

O amanhã é só uma variação

do que já foi,

invariavelmente.

 
 
 

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