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Azul celeste

  • Foto do escritor: Bruno Lara
    Bruno Lara
  • 13 de fev. de 2022
  • 1 min de leitura

Sobre mim um céu

tão azul...

tão profundo...

Um céu eterno

com o Sol frio do inverno.


Mais do que próximo

um céu que parece estar em mim.

Céu que me repousa

no instante em que o observo.

Ou seria eu o observado?


Sob mim, terra, grama, folhas secas.

Nós, imersos na falta de gravidade.

Galhos de árvores pouco floridas

dançam no ritmo do sopro do ar.


Eu aqui,

compondo a paisagem,

tão discreto quanto as aves

que, por perto,

pousam de passagem.


Sinto o pulsar da minha respiração

em harmonia com esse ar.

Um ar fluindo na cadência do florestar.

Sinto a minh'alma se acalmar.


De volta, novamente!


Aprisiona-me o tempo

que desperta a minha ansiedade.

Não há fuga.

Como todos,

vivo no compasso da sociedade.


Tempo que nos suga.

Não há fuga.

Desse céu azul terei saudade,

mas também ele sentirá a minha falta.

 
 
 

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