top of page

Colinho

  • Foto do escritor: Bruno Lara
    Bruno Lara
  • 13 de mar. de 2022
  • 1 min de leitura

No fim das contas,

queremos colo,

afago, acolhimento,

abraço bem apertado.

Ninguém quer carreira solo,

quer se sentir amado.


Mais do que querer,

precisamos, viu?!

Corre-se por um reconhecimento

que não nos supre,

não nos comporta.

Não cabemos nele.


No fim das contas,

a violência é carência,

carência de amor,

carência de carinho.

O insulto é ato mesquinho.

O bruto é alguém bem pequenininho,

inseguro que se sente sozinho.


O sentido é o processo,

a própria viagem.

Mas, viagem em comunhão,

um caminhar de entrega,

compromisso, polidez e integração.


Somos patos na vida,

à deriva,

perdidos, em busca de afeto,

de um porto seguro por perto,

de um ninho bem quentinho.


No fim das contas,

o que buscamos

é voltar ao colinho.

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
Chão

Desbrave o mundo, conquiste terras, domine ideias e pessoas, seja rei ou rainha, atropele, mas não deixe de andar descalço, de pisar no chão, de sujar os pés. É o contato com a terra que nos faz evita

 
 
 
Singelo

Um poema me achou. Um poema belo, simples e singelo; um poema refinado, despojado, de tom moderado, com requinte discreto, um luxo pouco solene, mas de abundante afeto. Achei um poema sutil, íntimo e

 
 
 
Nada

Hoje eu nada fiz. Fiquei no ócio porque quis. E se algo tivesse feito, não contabilizaria, tão pouco publicidade eu daria. Não há maior rebeldia do que tirar o tempo do dia. Nada é tão meu quanto o me

 
 
 

Comentários


bottom of page