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Mãos dadas

  • Foto do escritor: Bruno Lara
    Bruno Lara
  • 23 de mar.
  • 1 min de leitura

Vamos!

Dê-me a sua mão

para que tenha segurança.

Confie que não anda sozinha.

Dê-me a sua ressecada mão

para que juntos caminhemos

como um romântico casal

ridículo e satisfeito.

Também tenho mãos feridas.

Curadas, mas feridas.

Aprendi que mão lisa desliza.

Mão calejada mais firme é abraçada.

Mãos apertadas aquecem o peito.

Peito aquecido dá à alma leveza.

Vida leve, vida simples,

procura saudável, sem desespero.

Vamos! Atenda o meu apelo!

Dê-me a sua mão.

 
 
 

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