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Medida

  • Foto do escritor: Bruno Lara
    Bruno Lara
  • 4 de mai.
  • 1 min de leitura

Já é sábado,

Já estamos em maio.

Já são quase seis horas da tarde.

Já é 2026.

Nunca é cedo,

sempre há uma sensação de atraso,

de débito,

uma incômoda incompletude.

Quando se vê,

o que era infinito e longe,

já está aqui;

o que era estranho,

agora é necessário e familiar,

e o piscar de olhos

se torna a única medida de tempo.

 
 
 

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