top of page

Infinito

  • Foto do escritor: Bruno Lara
    Bruno Lara
  • 4 de set. de 2022
  • 1 min de leitura

Pode o infinito ter fim,

ainda que na fragilidade

do pensar dentro de mim.


Mas não ouso limitá-lo.

Na minha pequenez

sou mais calmo, confortável,

com o infinito inalcançável.


Limito-me, isso sim,

a tentar entender quem sou.

Tamanha ingenuidade,

cabeça turra!

Cobiça de quem sofre de candura.


Estou no infinito, sou indecifrável.

Ao renunciar àquela compreensão,

só me resta tentar, na mansidão,

ser discreto e amável.

Candura tentar o incansável!

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
Um sonho

Os livros contam que Brasília é uma cidade sonhada. Que me perdoe a literatura, mas não. Se assim fosse, Brasília seria agente passivo da história. O nosso quadradinho se fez sonhar. Escolheu, não qua

 
 
 
Silêncio

Astuto é o silêncio. Ilude-nos na noite calada, finge nos deixar em paz, sozinhos, aparentemente, como se livres fôssemos. O silêncio, em verdade, despeja na força da gravidade sobre os ombros nossos

 
 
 
Perfume

Tantas coisas, tantos fatos! Quantos eventos, quanto barulho! Tantos de nós cheios de orgulho e tão sedentos, como se o perfume da verdade não exalasse bem aqui na brevidade deste momento, prestes a p

 
 
 

Comentários


bottom of page