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pilha de livros

Dom às 9

Poesia nova todo domingo de manhã

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  • Foto do escritor: Bruno Lara
    Bruno Lara
  • 5 de abr.

Que doces lindos olhos meigos!

Que lindos meigos olhos doces!

Não são convite, nem intimação.

Esses olhos são o meu destino.

Dão a calma de um imaturo menino.

Sigo-os, não por ordem ou imposição,

mas por pura confiança e afinidade,

pelo fado do meu coração,

que sem os seus olhos pulsam saudade.

Olhos os quais eu olho por devoção;

que piscam e me regem

no palpitar de uma suave dança.

Olhos que me elegem

e, de longe, me alcançam,

dão acesso a uma alma paciente.

Teimosos lindos olhos meigos

tão sorridentes,

mesmo no peso de uma triste lágrima.

Olhos de amor e paz,

para mim essenciais.

 
 
 
  • Foto do escritor: Bruno Lara
    Bruno Lara
  • 2 de abr.

Atualizado: 2 de abr.

E pensar que toda essa gente

por mentiras se digladia;

mente por ignorância;

ignora o que mais vale,

sem saber que o que mais vale

temos nós em abundância.

 
 
 
  • Foto do escritor: Bruno Lara
    Bruno Lara
  • 23 de mar.

Vamos!

Dê-me a sua mão

para que tenha segurança.

Confie que não anda sozinha.

Dê-me a sua ressecada mão

para que juntos caminhemos

como um romântico casal

ridículo e satisfeito.

Também tenho mãos feridas.

Curadas, mas feridas.

Aprendi que mão lisa desliza.

Mão calejada mais firme é abraçada.

Mãos apertadas aquecem o peito.

Peito aquecido dá à alma leveza.

Vida leve, vida simples,

procura saudável, sem desespero.

Vamos! Atenda o meu apelo!

Dê-me a sua mão.

 
 
 
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