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pilha de livros

Dom às 9

Poesia nova todo domingo de manhã

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  • Foto do escritor: Bruno Lara
    Bruno Lara
  • 17 de fev.

Há um rumor bem-humorado

de que seríamos enamorados,

e que eu pertenceria a vós.

Bem sei eu que estou em mim,

mas que transbordo em nós.

Bem sabemos nós

que onde há fumaça

há fogo;

onde há afeto, não há jogo

e que esse rumor

incendeia a nossa verdade: amor.

 
 
 
  • Foto do escritor: Bruno Lara
    Bruno Lara
  • 8 de fev.

Dorme que passa.

Dorme que sara.

Durma por uma noite,

por algumas horas ou uns minutos.

Se não conseguir, pisque.

Feche os olhos para fingir que não existe.

Mas, acorde.

Acorde com preguiça,

acorde triste,

mas acorde.

Ore e depois chore.

Chore em algum momento do dia.

Sem lágrimas,

tudo não passa de sono e anestesia.

E depois, cicatrizado,

sorria

e volte a dormir.

 
 
 
  • Foto do escritor: Bruno Lara
    Bruno Lara
  • 2 de fev.

Amo-te clandestinamente.

Amo-te envergonhado e constrangido,

na surdina, como amante e amigo.

Amo um amor discreto,

um quieto amor inquieto.

Amo-te como quem não tem esse direito.

Ouso amar-te enquanto a escuridão perdurar,

pois na clareza qualquer coração se atreve a amar.

Amo-te atônito

um amor platônico.

 
 
 
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