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pilha de livros

Dom às 9

Poesia nova todo domingo de manhã

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  • Foto do escritor: Bruno Lara
    Bruno Lara
  • 30 de abr.

Dizem que a vida é breve.

É nada. A vida é longa que só,

até sobra,

chega a dar tédio,

mas um tédio com sabor.

Na vida, dá tempo de fazer de tudo

e com calma,

sem deixar a nossa aldeia.

Quem corre, não saboreia,

roda o mundo todinho

à procura,

quando, na verdade,

nós mesmos somos o achado.

 
 
 
  • Foto do escritor: Bruno Lara
    Bruno Lara
  • 21 de abr.

O amor é um grito,

mas o amar, não.

O amar é uma energia equilibrada

no infinito.

É um encontro discreto,

um sussurro íntimo de coração aberto,

seguido de silêncio e paz.

O amor é uma teoria que requer plateia.

O amar é a vida como ela é,

é a suficiência na imperfeição.

Amar é o inverso

do que experimentamos

nesse Universo

de histeria do amor

que não sabe amar.

 
 
 
  • Foto do escritor: Bruno Lara
    Bruno Lara
  • 13 de abr.

O passado me assedia.

O que faltou me faz ser solidário

a quem eu fui um dia.

Mas, quando eu era

não me faltava

porque eu entendia

que a regra é a imperfeição.

Nós somos desabrigados,

aceite você ou não.

Não existe passado superado.

No jogo do tempo,

é o passado quem vence,

invariavelmente.

Por isso, uma criança tanto precisa de amor,

de braços, colo e acolhimento.

O primeiro sentimento

será também o último.

A inocência da criança

é a do velho vivido,

experiente o suficiente

para se desarmar.

A arma é uma arma contra o amar.

O presente

e mesmo o futuro

são passado.

O amanhã é só uma variação

do que já foi,

invariavelmente.

 
 
 
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